O Superior Tribunal de Justiça (STJ) apresentou a ferramenta de inteligência artificial generativa, STJ Logos, que já está em uso nos gabinetes dos 33 ministros. A tecnologia tem a capacidade de gerar minutas de relatórios e analisar admissibilidades de Agravos em Recurso Especial (AREsp). A expectativa é que ela auxilie na aceleração dos processos e permita que os juízes dediquem mais tempo ao conteúdo das decisões.

Essa ferramenta visa reduzir o acervo de processos, que atualmente soma cerca de 360 mil em tramitação no STJ.  Embora ainda não haja uma projeção quantificada do impacto da IA, um balanço da adoção da iniciativa está previsto para os próximos seis meses. Além disso, o STJ já utiliza outras soluções de IA, como o sistema Sócrates, desde 2019, para automatizar a análise de recursos e acórdãos.

O ministro Herman Benjamin destacou que a IA generativa vai além da automação básica, ajudando a lidar com o crescente volume e a complexidade das demandas judiciais. A ferramenta não substitui o juiz, mas busca aumentar sua produtividade e protagonismo no processo decisório, permitindo uma maior agilidade, sem comprometer a qualidade das decisões.