A Abradecont propôs ação civil pública contra XP Investimentos, BTG Pactual e Nubank, questionando a forma como CDBs emitidos pelo Banco Master foram ofertados ao mercado antes da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central. A entidade sustenta que teria havido insuficiência de informações claras sobre os riscos dos ativos, com ênfase excessiva na proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o que poderia ter induzido investidores, inclusive conservadores, a uma percepção equivocada de segurança.

Segundo a ação, a distribuição dos títulos ocorreu majoritariamente por meio dessas plataformas, o que reforça a discussão sobre o dever de informação, adequação do produto ao perfil do cliente e transparência quanto às limitações da cobertura do FGC, que é restrita por conglomerado financeiro. O processo também menciona a incorporação do Will Bank ao grupo Master, fato que teria impactado a extensão prática da garantia a determinados investidores após a liquidação.

O pedido inclui indenização por danos morais coletivos de R$ 100 milhões e a interrupção de campanhas que classifiquem CDBs como de “baixíssimo risco” sem detalhamento técnico. O caso coloca em debate a responsabilidade de XP, BTG Pactual e Nubank na intermediação de produtos do Banco Master, podendo gerar precedentes relevantes sobre dever de transparência, publicidade financeira e proteção do investidor no mercado de capitais.